terça-feira, 19 de maio de 2015

Maria Preta de Garganta Vermelha

MARIA PRETA DE GARGANTA VERMELHA
É um pássaro endêmico do território brasileiro, da ordem dos Passeriformes, da família dos Tyrannidae, conhecido cientificamente como Knipolegus Nigerrimus, medindo aproximadamente 18cm de comprimento.
DISTRIBUIÇÃO: Sua distribuição ocorre em Alagoas, Bahia, Ceará,Tocantins, Goiás, Paraná, e Rio Grande do Sul, assim como no Sudeste Brasileiro.
HABITAT: Habita floresta mesófila (vegetação de porte médio a alto), campos e campinaranas (floresta ou campo de um tipo particular de vegetação de solo pobre, raso, e rochoso), é restrito aos campos altimontanos (presença de rochas xistosas ou quartríticas, falhas e fraturas).
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação é baseada em frutas e insetos que são capturados nos arbustos ou em pequenos voos próximos ao solo.
DIMORFISMO SEXUAL: Ambos os sexos possuem plumagem na tonalidade negra uniforme, possuí uma crista rudimentar, bico esbranquiçado com ponta negra, íris vermelha e uma faixa branca escondida nas rêmiges (penas de voo) visível durante o voo. A fêmea possui a região gular estriada de castanho.
MACHO DA ESPÉCIE
FÊMEA DA ESPÉCIE
REPRODUÇÃO: Nidifica em fendas rochosas, em escarpas e grotas, nos meses de verão, usando gravetos e gramíneas na confecção do ninho que tem o formato de tigela, a postura é de dois a três ovos que levam em torno de 15 dias para eclodirem.
 NINHO DA ESPÉCIE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está atualmente classificado pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
CURIOSIDADE: Costumam pernoitar abrigados em escarpas rochosas e efetua transição entre a mata e o campo nas montanhas acima de 1800metros, fazem migrações no inverno descendo em parte dos campos até 1000metros de altitude.
OBSERVAÇÃO: Não retire qualquer animal da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, é necessário ter autorização do órgão para manter essa espécie de pássaro em cativeiro.








Jaó

JAÓ
Trata-se de uma ave da ordem dos Tinamiformes, da família dos Tinamidae, conhecida cientificamente como Crypturellus Undulatus, medindo entre 28 a 32 cm de comprimento, sendo também conhecida como Macucauá e Surunina, constando na literatura que a mesma possui seis subespécies muito semelhantes entre si.
DISTRIBUIÇÃO: Está distribuído na região Norte, oeste da região Nordeste, Centro-Oeste, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, é encontrado na Venezuela, Colômbia, Guiana, e Peru.
HABITAT: Habita cerrado, cerradões, matas de galeria (matas que formam corredores ao lados dos rios), matas secas, matas de várzea e matas secundárias, varzões e buritizais, mata ripária e ribeirinha, ilhas fluviais, pantanal, dando preferência as áreas abertas e de fácil vocalização.
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação baseia-se em frutos, insetos, moluscos e artrópodes, sendo que a ave usa o bico para ciscar o solo e captura-los.
CANTO: Tem um canto melodioso, " ó-ó-ooó "
DIMORFISMO SEXUAL: O macho é um pouco menor que a fêmea, a plumagem cinza amarronzada do dorso com estrias, bico na cor negra, pernas e pés  na tonalidade amarronzada-amarelados, a fêmea possuí a mesma coloração.
REPRODUÇÃO: Seu ninho é feito no solo pelo macho com gravetos, folhas secas e gramíneas em meio a vegetação e geralmente perto de arbustos, a postura é de três a quatro ovos, na cor rosa claro, e a eclosão ocorre após 17 dias de incubação que fica totalmente a cargo do macho, bem como os cuidados com os filhotes.
NINHO DA ESPÉCIE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado atualmente pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
OBSERVAÇÃO: Embora a espécie esteja classificada como pouco preocupante, esta perdendo seu habitat para as culturas do milho e da soja, e a caça a espécie continua para servir de alimentação ao ser humano em certos locais, contribuindo assim para o declínio de indivíduos na natureza.
Não retire pássaros ou aves da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, é necessário ter autorização do órgão para manter essa ave em cativeiro.




 
 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pardal

PARDAL
Trata-se de um pássaro exótico da ordem dos Passeriformes da família dos Fringillidae, sendo seu nome científico Passer domesticus, medindo aproximadamente 15cm de comprimento, tem sua origem no Oriente Médio, sua chegada no Brasil foi por volta do ano de 1903 (segundo registros históricos), sua soltura na natureza brasileira deu-se no Rio de Janeiro autorizada pelo então prefeito Pereira Passos, pássaros esses vindo de Portugal, e é hoje caracterizado como uma espécie cosmopolita (espécie que se encontra distribuída em pelo menos 2/3 da superfície terrestre) e estão presentes em todos os continentes com exceção da Antártida, e consta que o mesmo possuí doze subespécie.
DISTRIBUIÇÃO: Ocorre em todo o território Brasileiro, sendo restrita a áreas com ocupações humanas.
HABITAT: Habita campos e campinaranas (mata de vegetação de um tipo particular de solo pobre, raso e rochoso) e áreas antrópicas ( onde basicamente houve ou há ação do homem).
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação consiste de sementes, flores restos de alimentos humanos, insetos, rações de animais, quirera de milho quando em comedouros de criações domesticas, frutos, enfim tudo que o mesmo consegue apanhar.
CANTO: Possui um canto pouco apreciado pelo ser humano,que inclusive o considera como uma praga, principalmente por criadores de pássaros e amantes de outros pássaros silvestres da fauna brasileira ou não, como por exemplo o canário do reino que acaba aprendendo o seu piado, sua chamada, desvalorizando assim o seu canto.
DIMORFISMO SEXUAL: Os machos apresentam duas plumagem, sendo que na primavera possuem a cor acinzentada na região do pileo (topo da cabeça) e na fronte cor preta, no loro e garganta a cor marrom com riscos pretos, asas e região dorsal, na tonalidade cinza claro ou branca no rosto, peito e abdomem, as penas coberteiras e as remiges (penas de voo) na cor preta com as pontas em tons de queimado, bico preto, pernas e pés claros. No outono e inverno, cor preta no  loro e garganta, sua plumagem fica menos evidente, sendo que a maxila e a mandíbula fica na tonalidade preta amarelada. As fêmeas apresentam a cor na tonalidade acinzentada no pileo, marom nos loros, fronte e bochechas, uma lista supraciliar clara, a remiges (penas de voo) e região dorsal são similares as dos machos.
MACHO DA ESPÉCIE
FÊMEA DA ESPÉCIE
REPRODUÇÃO: Sua reprodução ocorre principalmente na primavera e verão, seu ninho é esférico, feito de capins, penas, barbantes, algodão, enfim qualquer fibra vegetal, e é construido pelo macho em cavidades de telhados, poste de iluminação, buraco de árvores, casa de João de barro, a postura é de quatro e cinco ovos na cor cinzentos manchados de marrom avermelhado,a incubação é feita pelo casal, a eclosão ocorre entre 12 e 15 dias de incubação, e os filhotes deixam o ninho com aproximadamente quinze dias, mais retornam para o mesmo no período noturno até ficarem independentes totalmente dos pais.
ACASALAMENTO
OVOS DA ESPÉCIE
 
NINHO DA ESPÉCIE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco preocupante.
CURIOSIDADE: Esse pássaro é considerado por muitos com praga tanto em áreas urbanas como em áreas agrícolas, pois costumam atacar plantações de sementes agrícolas. Segundo alguns ornitólogos a espécie encontra-se em processo de extinção nas cidades devido as mudanças urbanas que tem afugentado os bandos para a zona rural, e que as alterações grave no ecossistema urbano tiveram enorme impacto sobre a sua população cujo números estão declinando constantemente (pessoalmente não vejo tal mudança ocorrendo) e sim aumentando.
OBSERVAÇÃO: Esse pássaro na realidade foi introduzido no Brasil, porém, não deveriam fazer parte da nossa fauna silvestre, e sim considerada uma espécie invasora, mais segundo o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a espécie foi incluída na legislação que protege animais silvestres, fazendo assim parte da fauna brasileira, portanto é necessário ter autorização do órgão para manter esse pássaro em cativeiro.
Não retire pássaros da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA.

 




sábado, 16 de maio de 2015

Cabeça de Ouro

CABEÇA DE OURO
Trata-se de um pássaro da ordem dos Passeriformes da família dos Pipridae, conhecido cientificamente como Ceratopipra (Pipra) crythocephala, medindo 8 cm de comprimento, também é conhecido como uirapuru dançador e dançador de cabeça dourada, sendo que o mesmo possui três subespécie.
DISTRIBUIÇÃO: Com ampla distribuição ao Norte do Rio Amazonas, em floresta úmidas e secundárias.
HABITAT: Mata de terra firme, mata de várzea, mata de transição (da floresta para o cerrado), mata ripária ou ribeirinha, mata e igapó, floresta Paludosa Amazônica, caatinga Amazônica, ilhas fluviais.
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação está baseada exclusivamente em frutos.
DIMORFISMO SEXUAL: O macho possui o alto da cabeça na cor amarelo ouro, e o restante da plumagem corporal totalmente na cor negra. A fêmea possui o dorso verde oliva e a região inferior na tonalidade acinzentadas, sendo mais amarelada na barriga.
MACHO DA ESPÉCIE
FÊMEA DA ESPÉCIE
REPRODUÇÃO: Durante a reprodução os machos se reúnem em grupos de até dez indivíduos em poleiros horizontais para se exibirem para as fêmeas ,e fazem uma espécie de dança padronizada, sendo que elas escolhem o macho que pretende se reproduzirem, sendo que nessa dança os participantes tornam-se bastante barulhentos tentando atrair uma parceira, seu ninho é em forma de xícara e é preso a forquilhas horizontais em árvores entre um e dez metros de altura, a postura é de dois ovos na cor amarelo esverdeado com estrias e pontos marrom, a eclosão ocorre entre 13 a 15 dias de incubação que fica de total responsabilidade da fêmea, inclusive na alimentação da prole.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado atualmente pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
OBSERVAÇÃO: Não retire pássaros da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, adquira-os de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, é necessário ter autorização do órgão para manter essa espécie de pássaro em cativeiro.






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ararajuba

ARARAJUBA
É uma bela ave que mede aproximadamente 34cm de comprimento pertence a ordem dos Psittaciformes, da família dos Psittacidae, conhecida cientificamente como Guariuba guarouba, e é um dos mais belos representantes da família, sendo que também é conhecida como Guaruba, Guarajuba e Tanajuba.
DISTRIBUIÇÃO: É uma ave exclusiva do território brasileiro do oeste do Maranhão a sudeste do Amazonas, sul do baixo Amazonas e Rondônia.
HABITAT: Habita terra firme, e raramente aventura-se em terra de várzea, mata de transição (da floresta para o cerrado).
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação esta baseada em sementes, frutos oleosos, frutas, e flores.
DIMORFISMO SEXUAL: Nessa espécie de ave não existe o dimorfismo, ambos possuem a plumagem amarela, as pontas das asas são na cor verde, possuem bico curvo e grosso, pernas e pés na tonalidade clara.
REPRODUÇÃO: Costuma nidificar entre dezembro a abril, constrói o  ninho em cavidades de árvores isoladas mas adjacentes a florestas primárias, a postura é de dois a três ovos, e a eclosão ocorre em torno de trinta dias de incubação, os pais se revezam no choco, mais também são ajudados por outros indivíduos do bando que ainda colaboram nos cuidados da prole.
NINHO DA ESPÉCIE

NINHO COM FILHOTE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está atualmente classificado pelo IUCN International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como em PERIGO, Ameaçada de extinção, como sempre devido a captura para o trafico de aves silvestres, bem como pelo desmatamento em seu habitat.
CURIOSIDADE: Na natureza vivem em bandos de quatro a dez indivíduos.
OBSERVAÇÃO: Não compre pássaros ou aves no comércio clandestino de animais silvestres, nem os retire da natureza, compre-os de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é necessário ter autorização do órgão para manter essa linda espécie no cativeiro.






Laranjinha

LARANJINHA
Trata-se de um pássaro de origem Africana da ordem dos Passeriformes, da família dos Estrildidae, conhecido cientificamente como Amandava subflava, medindo 9 cm aproximadamente, sendo que consta que o mesmo possui mais duas subespécie, também é conhecido como ventre laranja e guarda marinho.
DISTRIBUIÇÃO: Está distribuído em área tropical ao sul do deserto do Sahara, com exceção da floresta equatorial e regiões extremamente áridas, do sul do Quênia até a África do Sul, parte norte da Mauritânia até a Etiópia e sudeste da Arábia Saudita.
HABITAT: Habita pastagens e savanas.
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação baseia-se principalmente de sementes de gramíneas, insetos e brotos.
DIMORFISMO SEXUAL: O macho possui o peito laranja-avermelhado, parte do dorso e inferiores na tonalidade verde oliva, crisso (parte terminal do abdomem entre a coxa e a cauda) na cor vermelho escuro com barras no flanco esbranquiçadas, cauda na cor preta, possui uma espécie de sobrancelha na tonalidade vermelha ou alaranjado avermelhado, bico avermelhado, íris vermelha. A fêmea possui a mesma coloração porém menos exuberante, mais apagada, e não possui a listra vermelha ou sobrancelha.
MACHO DA ESPÉCIE
FÊMEA DA ESPÉCIE
REPRODUÇÃO: Seu ninho e feito na forma oval com gramíneas e a entrada e frontal, a postura é de quatro a seis ovos, e a eclosão ocorre entre 13 a 15 dias de incubação.
NINHO DA ESPÉCIE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
OBSERVAÇÃO: Não retire pássaros da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
Trata-se de uma espécie de pássaro que não pertence a fauna brasileira.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Inhambu Chororó

INHAMBU CHORORÓ
Trata-se de uma ave da ordem dos Tinamiformes da família dos Tinamidae, conhecida cientificamente como Crypturellus parvirostris, chega a medir 20 cm de comprimento, sendo muito semelhante ao inhambu chintã, e ela é a menor ave do gênero dos Tinamiformes, e a mais comum do Brasil, de vasta distribuição, também conhecida como inambuzinho e xororó.
DISTRIBUIÇÃO: Sua distribuição ocorre do sul da Amazona, Pará ao nordeste e sul da Bahia, também é encontrado no Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai.
HABITAT: Habita áreas semi abertas, capoeiras, beiras de matas mesófilas (matas de porte médio a alto), matas secas de galeria (mata que formam corredores ao lados dos rios), caatingas, cerrado, plantações (áreas antrópicas), campos e pastos sujos, e pantanal.
ALIMENTAÇÃO: Baseia-se em sementes diversas (nativas ou de plantio), insetos, artrópodes, vermes e moluscos.
CANTO: Seu canto é uma sequência de notas em escala descendente com pios longos e curtos.
DIMORFISMO SEXUAL: Possuem o corpo marrom claro avermelhado, parte do dorso na mesma tonalidade, ventre e barriga acinzentados, garganta na mesma coloração do peito, pernas e pés avermelhado, sendo que as fêmeas são um pouco maiores que os machos, e o possuem o bico todo vermelho, enquanto que os machos possuem a ponta do mesmo enegrecida.
REPRODUÇÃO: Seu ninho é feito no solo, com ramos, folhas secas e gramíneas, a postura é de quatro a cinco ovos na cor chocolate vináceo claro, a incubação leva em torno de 19 a 21 dias e cabe exclusivamente do macho tal tarefa bem como o trato aos filhotes.
NINHO DA ESPÉCIE
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está atualmente classificado pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
CURIOSIDADE: Assim como o inhambu chintã, o inhambu chororó está imortalizado na voz de Tonico e Tinoco, e inspirou a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó na escolha do nome, costuma assustar os observadores de aves fazendo voos repentinamente sob os pés dos mesmos.
OBSERVAÇÃO: Não compre pássaros ou aves no comércio clandestinos de animais silvestres, nem os retire da natureza, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é necessário ter uma autorização do órgão para manter essa ave em cativeiro.








quarta-feira, 13 de maio de 2015

Araponga

ARAPONGA
É uma belíssima ave da ordem dos Passeriformes da família dos Cotingidae, conhecida cientificamente como Procnias nudicollis, e é um dos pássaros mais conhecido do Brasil Oriental, graça a potência do seu canto, também é chamado de guiraponga, uiraponga, ferreiro, e ferrador, medindo aproximadamente 28cm de comprimento.
DISTRIBUIÇÃO: Está distribuído desde de Pernambuco, sul da Bahia, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sul do Mto Grosso do Sul,  também em regiões vizinhas da Argentina e Paraguai.
HABITAT: Floresta ou mata Atlântica até 100 metros de altitude, floresta mesófila (floresta de porte médio para alto), mata ou floresta ciliar, mata de araucária, e mata subtropical.
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação está baseada em frutas, bagas e insetos.
CANTO: Emite um som alto com notas curtas tipo "tem, tem, tem, tem"
DIMORFISMO SEXUAL: O macho tem a plumagem toda branca, cabeça achatada, boca alargada e ampla, possui o bico curto na cor negra, os lados da cabeça e garganta são nus de cor "verde acobreado com raras cerdas pretas, e suas pernas e pés são na cor parda. A fêmea possui a parte superior verde oliva, cabeça cinza, partes inferiores amarela com estrias negras, e o crisso (parte terminal do abdomem entre a barriga e a cauda) na cor amarela.
Os pássaros jovens são semelhantes as fêmeas, porém, com a cabeça e a garganta negras, os machos tornam-se inteiramente brancos a partir do terceiro ano de idade, e o dimorfismo sexual começa ocorrer a partir dos dois anos de idade.
MACHO DA ESPÉCIE
FÊMEA DA ESPÉCIE
REPRODUÇÃO: Seu ninho e tosco em forma de plataforma rala de galhos secos em meio a folhagem parecido com o ninho das pombas domesticas, o macho escolhe alguns galhos de árvores que usa por alguns anos para atrair várias fêmeas com seu canto, a postura costuma ser de dois ovos, e a eclosão ocorre em torno de 23 dias, e somente após um período de vinte e sete dias de nascidos é que os filhotes deixam o ninho, e é de responsabilidade da fêmea a incubação e os cuidados com os mesmos.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado atualmente pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como VULNERÁVEL encontra-se ameaçada devido a captura para o trafico de animais silvestres, e a destruição do seu habitat pelo ser humano.
OBSERVAÇÃO: Não retire pássaros da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é necessário autorização do órgão para manter essa espécie de pássaro em cativeiro.





terça-feira, 12 de maio de 2015

Inhambu Chintã

INHAMBU CHINTÃ
É uma ave da ordem dos Tinamiformes, da família dos Tinamidae, conhecida cientificamente como Crypturellus tataupa, mede de 24 a 26cm de comprimento aproximadamente, chegando a pesar 170 a 230 gramas, também é conhecido popularmente como inhambí chintão, e inhambu de bico vermelho, sendo que a mesma possui quatro subespécie.
DISTRIBUIÇÃO: Ocorre desde a região Nordeste do Brasil até a Argentina, e é encontrada nos seguintes estados;  Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Ceará, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Alagoas.
HABITAT: É uma espécie mais florestal, preferindo o sub-bosque fechado e denso de matas secundárias, mata de terra firme, florestas mesófilas (floresta de vegetação de porte médio a alto), mata ou floresta ciliar, mata de araucária, mata ou floresta subtropical, matas de galeria (mata que formam corredores ao lados dos rios), cerrado, caatinga, áreas antrópicas (onde basicamente houve ou há ação do homem), canaviais, e pantanal.
ALIMENTAÇÃO: Sua alimentação é baseada em sementes em geral, insetos, vermes, e artrópodes.
CANTO: Seu canto consiste numa rápida escala descendente, e tem variações do mesmo do macho para a fêmea.
DIMORFISMO SEXUAL: O macho é menor que a fêmea, a cor do dorso é castanho, cabeça e pescoço na cor cinza escuro, garganta e o meio da barriga na cor cinza azulado, o resto do lado inferior é cinzento, os lados da barriga e coberteiras inferiores da cauda pretas com orlas esbranquiçadas, bico vermelho, pernas e pés roxo.
REPRODUÇÃO: Costuma reproduzir-se de setembro a dezembro, a postura é geralmente de três a cinco ovos rosados, o ninho é feito no solo com gravetos, gramíneas e folhas, a incubação é em torno de 18 a 19 dias, e a mesma fica a cargo do macho.
NINHO DA ESPÉCIE E SEUS OVOS
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Está classificado atualmente pelo IUCN - International Union on for Conservation of Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza) como Pouco Preocupante.
CURIOSIDADE: É uma espécie que ainda é caçada pelo ser humano como alimento, e está imortalizada na voz de Tonico e Tinoco, e inspirou o nome da dupla Chitãozinho e Xororó.
OBSERVAÇÃO: Não retire pássaros ou aves da natureza, nem compre-os no comércio clandestino de animais silvestres, procure adquiri-los de criadores credenciados e legalizados pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é necessário ter autorização do órgão para manter essa ave em cativeiro.